Pentágono planeia manter Guarda Nacional em Washington durante mandato de Trump
O Pentágono quer manter a presença da Guarda Nacional destacada na cidade de Washington até ao final do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para 2029.
A proposta, que aguarda ratificação pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, implicaria a presença de militares da reserva na capital dos EUA até 20 de janeiro de 2029, segundo publicam vários meios de comunicação.
Cerca de 2.900 membros da Guarda Nacional estão destacados em Washington no contexto de uma iniciativa que Trump lançou no passado mês de agosto com a justificação de combater a criminalidade na capital dos EUA, medida que foi recusada pelas autoridades democratas da cidade, que a consideraram desnecessária.
Trump costuma gabar-se de ter conseguido reduzir a violência na capital, embora os dados oficiais já demonstrassem uma tendência decrescente antes de ele ter destacado os agentes para Washington.
Em novembro do ano passado, uma juíza ordenou o fim do destacamento por considerá-lo ilegal, mas essa ordem foi suspensa por um recurso do Governo federal, e o litígio continua nos tribunais.
Também em novembro, uma pessoa matou a tiro um membro da Guarda Nacional e feriu outro enquanto estes patrulhavam uma zona perto da estação de metro próxima da Casa Branca.
Trump ordenou o destacamento de tropas da Guarda Nacional em Los Angeles (Califórnia) e Chicago (Illinois), e tentou destacá-las em Portland (Oregão), mas não se concretizaram, pois os tribunais consideraram não haver motivos suficientes para a sua presença nas ruas dessas cidades.
A presença da Guarda Nacional, uma força militar de reserva, suscitou debate nos Estados Unidos pela militarização das ruas de cidades governadas pela oposição democrata e pelas dúvidas sobre o uso deste recurso militar e o seu custo.
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